terça-feira, 13 de novembro de 2018

Market Report: Oportunidades para a Indústria de Válvula no Segmento Biofármaco


Mark Witcher, ex-vice-presidente da Amgen (maior biofarmacêutica independente do mundo) escreveu um texto na revista eletrônica “Valve Word Americas” onde trata da evolução continuada da indústria de biofármacos e no final da cadeia a decisão sobre as válvulas a serem usadas. Ele acredita que a manufatura precisa de alta flexibilidade nas instalações, com a implementação do processo independente do layout de instalação e controle estratégico da operação. Veja o que ele fala...


O mercado com maior crescimento para a indústria de válvulas a nível mundial é o segmento de biofármaco que gerou receitas de mais de US $ 200 bilhões em 2017, e tem previsão de crescimento anual de mais de 10% para os próximos 5 anos, 40% deste total atualmente está nos EUA. O mercado das válvulas no segmento representa US$ 150 milhões/ano.

“Essas instalações terão que atender a uma ampla variedade de escala e capacidade para operação multiproduto. Provavelmente uma combinação de salas limpas e modulares será utilizada para pequenos processos tais como produtos de terapia celular individualizados e salas limpa maiores em sistemas modulares com layout de matriz multipropósito, onde as instalações altamente flexíveis são necessárias para lidar com uma ampla variedade de escala e capacidade de produção.
Esta próxima geração de instalações terá impacto no mercado de válvulas e conexões, permitindo uma diversificação de novos produtos em um grande número de instalações de menor escala com descartáveis e instalações de aço inoxidável para processos contínuos de alto rendimento. ”, afirma Witcher.

As válvulas desempenham um papel crítico nos processos, sendo que o design das válvulas deve permitir a limpeza e sanitização entre bateladas ou intervalos de manutenção. A maioria dos processos são tipo de batelada embora a água para limpeza (WFI water for injection) é gerada e armazenada em loops de recirculação que funcionam continuamente. A adequada limpeza (CIP clean in place) e sanitização por aquecimento (SIP steam in place) dependem da capacidade de drenagem dos sistemas e componentes.
Segundo ele, nos últimos 15 anos o mercado de válvulas evoluiu desde um tipo básico de duas vias padrão para o que engloba vários conjuntos usinadas a partir um único bloco de aço inoxidável.

Esses projetos personalizados reduzem bastante a área molhada e “dead legs” e tem se tornado um elemento-chave na concepção de sistemas de processo de biotecnologia. As válvulas diafragma de sede tipo radial frequentemente são utilizadas como válvulas de saída de tanque por causa de seu contorno que muitas vezes se torna mais próximo do contorno do vaso. Válvulas de diafragma asséptica são frequentemente utilizadas com monitores de posição para verificar o status da válvula (OPEN ou CLOSED) e se comunicar com o sistema de controle principal (DCS ou PLC). Falsas indicação de posição podem gerar alarmes que potencialmente interrompem o processo especialmente se os dispositivos monitorados são considerados “críticos”, conduzindo a custos e paradas não planejadas do processo.

Dada a crucial natureza dos processos de fabricação dos produtos farmacêuticos, a introdução de programas de manutenção preventiva e o uso de sensores inteligentes de posição de válvulas, bem como seus fabricantes de instrumentos devem desenvolver plataformas sólidas para instrumentos de monitoração de posição que sejam imunes a questões externas, tais como: ruído, temperatura, falha mecânica, vibração e alarmes falsos.

A monitoração da posição da válvula com a detecção contínua através de campo eletromagnético fornece um grau mais alto de precisão em comparação com todas as tecnologias convencionais de sensoriamento e elimina as falhas dispendiosas ao detectar precisamente a posição das válvulas, evitando falsos alarmes e paradas indesejadas como citado.

A linha Saunders/Sense VUE apresenta monitores com tecnologia de detecção contínua baseada na variação de campos magnético e eletromagnético, confiável e preciso na confirmação da posição da válvula diafragma enquanto oferece uma ampla variedade de diagnósticos para monitoramento contínuo e manutenção preventiva. 



Os benefícios da tecnologia de detecção eletromagnética contínua junto com os diagnósticos entregam inteligência à válvula diafragma que permite aos usuários extrair diagnósticos preventivos de uma válvula como nunca antes.

Como a indústria continua a evoluir, tecnologias como da Saunders/Sense na linha VUE permitirão aos fabricantes de produtos farmacêuticos melhorar consistentemente as eficiências e reduzir custos no processo, enquanto melhoram a qualidade de seus produtos.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Monitoramento da Temperatura em Esteiras



Em nosso artigo do blog publicado no dia 11 de outubro de 2018 (http://www.blog.sense.com.br/2018/10/seguranca-e-monitoramento-para.html)  escrevemos sobre esteiras transportadoras e a importância do monitoramento de segurança caso haja um desalinhamento desta.

Ali tratamos de  dispositivos de monitoramento que são instalados na parte da esteira em que o produto é carregado,chamada de cobertura superior da transportadora, que  mesmo quando instalados seguindo todas orientações do fabricante e normas, há um espaço entre o funcionamento considerado normal da esteira e o momento que este sensor é acionado detectando seu desalinhamento, e neste espaço ocorre um aumento de temperatura nos seus rolamentos podendo tornar um ponto de ignição espontânea.

O monitoramento por dispositivos on-off é muito utilizado e promove uma proteção, porém pode-se perceber que a partir do momento que inicia o processo de desalinhamento até a hora em que este sensor é acionado, há um desbalanceamento da esteira e por segurança deve-se monitorar as temperaturas de seus rolamentos, através de elementos de medição de temperatura.
O equipamento mais comum para esta medição são as termoresistências, dispositivos simples que através da alteração da resistência do bulbo montado internamente em um tubo metálico, vari a a temperatura de medição sendo monitorada utilizando um conversor e está interligado a uma barreira Exi (segurança Intrínseca).

Resultado de imagem para rolamento esteiras


A realidade nos traz dois sistemas de monitoramento para o mesmo problema: um on-off e outro através da medição da temperatura, há como avaliar  o melhor?
É preciso destacar que a primeira alternativa é realizada através do interruptor, detectando o desalinhamento da esteira, sendo a consequência, n caso o aquecimento,  o principal risco, ele pode, em última instância, ocasionar a explosão com a ignição espontânea.

Pode-se afirmar, portanto que a solução com medidores de temperatura possui a medição direta para o principal risco, e garante a segurança do sistema.
A maneira mais simples e segura de fazer este monitoramento em ambientes com poeira explosiva é utilizar barreiras de segurança intrínseca fora da área classificada protegida em um painel normal de mercado, ou dentro da área classificada protegida dentro de um painel Ex adequado. Esta solução permite que a instalação seja simples, e permite manutenção “a quente” dos termoelementos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

SENSE e FMECAL - A importância das soluções


Veja o depoimento do Engenheiro Carlos Martins da F.Mecal ( Mecânica e Caldeira) uma empresa de equipamentos eletro-eletrônicos do setor sucroalcooleiro que fica em Sertaozinho no interior de São Paulo.


No vídeo, ele destaca pontos importantes dessa parceria que mostra a importância da solução.


Além do destaque dado na área de INOVAÇÃO da SENSE, sempre trazendo novidade acessíveis em produtos.Não deixe de assistir!


 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Estudo e Aplicação da Rede Industrial IO-Link no Contexto da Indústria 4.0




As indústrias tem buscado cada dia mais se adequar a processos que são independentes do operador, e que, ao mesmo tempo, possuam maior eficiência, qualidade e segurança. Se observarmos as revoluções industriais pelas quais já passamos, sendo a última delas marcada pela utilização dos primeiros CLPs no chão de fábrica, é possível ver claramente que em cada uma delas o processo foi sendo adequado e otimizado para que seja cada vez mais independente e confiável.

A Indústria 4.0, nada mais é do que a quarta revolução industrial, tendo o mesmo propósito das últimas três revoluções pelas quais já passamos, que é de tornar um processo independente e inteligente, com o mínimo possível de intervenção do operador. Isso é possível através da coleta de dados e conectividade entre todas as partes envolvidas, ou seja, os setores internos da indústria, clientes e até mesmo terceiros, como fornecedores e prestadores de serviços.

A tecnologia IO-Link é uma grande aliada quando falamos de Indústria 4.0. Com essa tecnologia é possível realizar a coleta e armazenamento de dados de processo em tempo real através de cabeamentos já existentes nas instalações, sem que seja necessário toda uma reestruturação do processo, sendo ainda um fieldbus independente. Isso é possível pois com a utilização de um mestre IO-Link a rede pode ser conectada a diversos protocolos de comunicação, como por exemplo o PROFIBUS, PROFINET e EtherNet I/P.



Figura 1 - Arquitetura IO-Link.

O IO-Link permite também a parametrização e substituição dos dispositivos de forma simples, sendo capaz de baixar os parâmetros no dispositivos de substituição diretamente do controlador ou, mestre IO-Link, o que elimina a configuração manual realizada pelo operador a cada substituição.

A tecnologia IO-Link pode ser considerada como a “porta de entrada” para a Indústria 4.0, pois possibilita a coleta de dados em tempo real, além de permitir seu armazenamento e envio a níveis superiores da rede para tomadas de decisão. Com isso é possível desenvolver uma inteligência no processo, tendo como base as informações coletadas. Sua aplicação pode se dar tanto em máquinas de processo já existentes, sendo adequadas para essa coleta de dados com dispositivos IO-Link, quanto em pontos estratégicos da instalação, o que possibilita também a prevenção de falhas antes que o processo possa ser comprometido por alguma parada inesperada.

Pode-se ainda conectar vários dispositivos inteligentes na rede IO-Link em um único endereço com a utilização de “Hubs de sensores/atuadores configuráveis com IO-Link”. Dentre estes dispositivos inteligentes estão sensores indutivos, capacitivos, de pressão, de temperatura, óticos e ultrassônicos.

Caso haja interesse de conhecer de forma pouco mais detalhada sobre a tecnologia IO-Link, deixo disponível meu trabalho de conclusão de curso direcionado ao assunto. (clique para ler)

Autor: Humberto José Gonzaga

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Segurança e monitoramento para desalinhamento de esteiras: Área classificada


Um dos principais equipamentos para deslocamentos de produtos sólidos, as correias transportadoras; sem dúvida têm um papel fundamental seja em portos, em carregamentos de grãos para exportação ou em silos para estocagem.





Com as atuais expansões nestes sistemas de transporte por esteira, traz por outro lado, um aumento nas precauções a serem tomadas, certo? No sentido de que agora toda parte de monitoramento de esteira passou a ser muito importante, e grande parte destas aplicações possuem agravante de serem dentro de uma área classificada com risco de explosão. 

Quem nunca teve um problema com o desalinhamento da correia em determinado ponto do sistema? É possível, inclusive, quantificar esse prejuízo... horas paradas, e em alguns casos o rompimento da correia.

Alguns equipamentos podem ser utilizados para minimizar esse inconveniente, os famosos interruptores de falha do alinhamento.
Dispositivos simples, instalados ao longo do sistema de transporte utilizam uma alavanca alinhada a correia que ao menor deslocamento acionam um contato seco para alertar a operação dessa ocorrência.

Agora que primeiro problema foi resolvido e de certa forma, foi possível antecipar a ocorrência do desalinhamento, como instalar esse componente considerando que essa é uma  área classificada?
Isso porquê, atualmente processos em que partículas e sólidos em suspensão são compulsórios,  que é o caso das esteiras,  os equipamentos e dispositivos devem possuir proteção e certificações para instalações em área classificadas, as famosas zonas 20, 21 e 22. Mas esse é um tema de tal relevância que trarei em um artigo separado.

As fundamentais barreiras Exi (Segurança Intrínseca) são uma excelente opção para serem utilizadas, lembrando... uma das opções, existem outras,  que limitam a energia interligada aos dispositivos, neste caso o interruptor de desalinhamento. 

Tenha em mente todas essas informações quando for trabalhar as definições e características desse tipo de aplicação e projeto, pois é ia melhora do processo é feita  através dos equipamentos em Segurança Intrínseca (Exi) que você escolhe.

Autor: Cauê Monteiro

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Parceria SENSE e CITROTEC

Segue o vídeo com o depoimento de mais um cliente-parceiro: a Citrotec (http://www.citrotec.com.br/) de Araraquara, que fala muito sobre  relacionamentos entre empresas.

Vejam quais são, nas palavras da cliente Debora Trevolin, muitas das virtudes necessárias, para que uma empresa como a nossa se perpetue.


Com mais de 40 anos de mercado, a SENSE não conseguiria se fosse apenas uma fornecedora de produtos, e sim porquê tem entre seus grandes diferenciais: ENTENDER e ATENDER o mercado.


E isso fica muito explícito em um caso real. Com um de nossos produtos de grande sucesso comercial! Veja Abaixo:




Quer conhecer mais sobre nós? visite nosso site!

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Aplicação em Segurança Intrínseca dentro de área classificada: Barreira Zener ou com Isolação Galvânica?


A aplicação de equipamentos em instalações elétricas dentro de áreas potencialmente explosivas, seja por gás ou poeira combustível, tem várias especificações que devem ser seguidas, porém este artigo irá se restringir a escolha do tipo de aplicação de barreiras de segurança intrínseca.

É muito comum haver dúvidas na hora de escolher em aplicações com barreiras de segurança intrínseca entre os modelos chamados de barreira zener ou barreiras com isolação galvânica, iremos neste artigo mostrar de modo simples quais as diferenças entre elas para ajudar quem tenha algum caso similar.

Sempre que temos que realizar um projeto para uma área potencialmente explosiva, devemos levar em consideração uma série de fatores que são determinantes para a escolha do tipo de segurança a ser aplicada, tais como: mapa de risco da planta, custos de aquisição e instalação e manutenção.

Quando falamos de aplicação dentro de Zona 0 ou 20 (informação gerada pelo mapa de risco), a forma mais comum de proteção é em Segurança Intrínseca tipo A (indicada como “Ex ia”). 

Nela é utilizada uma barreira (localizada fisicamente em área segura ou devidamente protegida se instaladas dentro de zonas 1, 2, 21 ou 22) que tem a função de limitar a potência que vai para a área classificada, sendo que a potência que é “liberada” é insuficiente para causar uma explosão mesmo na ocorrência de um curto-circuito dentro da área classificada, e esta característica simplifica a instalação em campo dos instrumentos a serem protegidos pela barreira e a manutenção destes equipamentos.



Em Segurança Intrínseca existem dois tipos de barreira que são consolidados e amplamente utilizados, e iremos mostrar as principais diferenças entre estes modelos, para serem melhores aplicados e não colocar a planta em riscos por desconhecimento.

Na tabela a seguir podemos visualizar um comparativo levando em consideração fatores como custo e aplicação:


Características onde se concentra maior diferença entre elas:



Barreira Zener: A barreira zener é dependente de um aterramento integro de baixa impedância (1 Ω) para garantir a eficiência da proteção. A norma exige que a resistência medida em qualquer ponto da linha de terra do circuito de segurança intrínseca e o ponto de ligação dessa linha com o terra deve ser menor que 1 Ω, e também que a isolação de 500V entre o circuito de segurança intrínseca e o ponto (único) de terra, exceto no ponto de aterramento.

Não pode haver dois pontos de aterramento para evitar que, sendo de diferentes
impedâncias, possam gerar na ocorrência de altas correntes, diferenças de potenciais
perigosas ao sistema.








Barreira com isolador galvânico: A barreira com isolação galvânica possui um transformador, e mesmo que ocorram falhas na alimentação, regulador de tensão, fusível, oscilador ou outro componente, este transformador, chamado de infalível, não permite que a falha se propague.
Com relação ao sistema de aterramento, a isolação galvânica permite que os terras possam estar em diferentes potenciais, pois o Trafo separa os circuitos deixando um único ponto de aterramento para cada parte isolada, desta maneira, não haverá risco de ocorrer centelhamento da área classificada desde que a equipotencialidade seja menor que a tensão de isolação galvânica.




Figura 6: Isolação Galvânica por transformador

O objetivo deste artigo foi mostrar as diferenças na aplicação de cada um deste produto, para auxiliar projetistas e usuários a especificar a que melhor atenda aplicações especificas conforme características da planta, pois as duas soluções atendem todos os requisitos desde que respeitada suas características, e reforçando que sempre qualquer equipamento para aplicação dento de área Ex deve ser certificada com selo do INMETRO para utilização dentro do território brasileiro.



Fontes:ABNT NBR IEC 60079-11
ABNET NBR IEC 60079-25


Autoria:Victor Carlos Magno